“Ninguém pode construir em seu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida – ninguém exceto você, só você” .( Nietzche)

A diferença entre as pessoas comuns e as bem sucedidas é que as pessoas que têm sucesso não ficam perdendo tempo discutindo suas limitações, elas as transcendem. Recebem sua cota justa de obstáculos e continuam em frente apesar disso. Às vezes ficam machucadas e até feridas emocionalmente, mas se levantam e recomeçam.

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Numa noite de outubro de 1968, um grupo de obstinados torcedores permaneceu no estádio Olímpico da Cidade do México para ver os últimos colocados da Maratona. Mais de uma hora antes, Mamo Wolde da Etiópia, havia cruzado a linha de chegada debaixo de saudações exuberantes de todos os presentes. Mas, enquanto a multidão esperava pelos demais colocados, anoitecia e começava a esfriar.

Parecia que os últimos corredores já haviam chegado ao estádio; assim, os espectadores começaram a ir embora. Foi exatamente nesse momento que todos começaram a ouvir as sirenes dos carros que acompanhavam a prova e que chegavam aos portões do estádio naquele instante. Todos pararam para observar e viram o último corredor entrar no estádio e fazer a volta final, completando os mais de quarenta quilômetros da prova. O corredor era John Stephen Akhwari, da Tanzânia. Quando ele estava passando pela pista de atletismo, os espectadores puderam ver que sua perna estava enfaixada e sangrando. Ele havia caído e se machucado durante a prova, mas isso não o impediu de continuar. As pessoas no estádio se levantaram e o aplaudiram até ele cruzar a linha de chegada.

O respeitado produtor de documentários, Bud Greenspan, observava à distância. Depois, intrigado, Bud chegou-se a Akhwari e perguntou porque ele tinha feito tamanho esforço para chegar ao final da corrida.

O jovem da Tanzânia respondeu em voz baixa: “Meu país não me enviou a noventa mil milhas de distância para começar a corrida, eles me enviaram para terminá-la”

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É de um exemplo como este que você pode tirar inspiração nos momentos em que acha que está prestes a desistir, abater-se ou abandonar seu sonho.

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Não se abata com as dificuldades ou com o agouro de quem o desanima. Não escute aqueles que martelam ao seu ouvido que você não é capaz. Lute por seus sonhos determinadamente.
Permaneça vivo enquanto você viver

Uma piada conhecida começa assim: alguns sacerdotes estavam discutindo a questão de quando começa a vida.
– A vida começa, disse o padre católico, no momento da concepção.
– Não, não padre, disse o pastor presbiteriano, a vida começa na hora do
nascimento.
Ambos então voltaram-se para o envelhecido rabino judeu.
– A vida começa, disse o rabino acariciando vagarosamente a sua barba,
quando as crianças vão embora de casa e o cachorro morre.

É muito comum ouvir dizer que a vida começa aos 40; outra coisa que se diz muito é que a vida termina quando alguém se aposenta. Então os anos de vida que se têm são muito poucos. A vida, vida mesmo, pode começar quando você quiser que comece, e pode continuar por muito, muito tempo – apesar da idade. O importante não é propriamente viver, mas sim, permanecer vivo enquanto você viver!

A escada rolante é um excelente lugar para você aprender uma ótima lição
sobre “viver ”. Você, provavelmente, já viu gente que, sabe-se lá porquê, “diverte-se” tentando subir pela escada que desce, ou querendo descer pela escada que sobe. O “divertimento”, nestes casos, consiste em correr como doido, molhar a camisa na escada que sobe, para, no final da brincadeira, continuar plantado no mesmo lugar. Na escada que desce, o fenômeno é outro: o sujeito tem de fazer das tripas coração, segurar-se como pode, viver como se estivesse à beira de um precipício para não despencar no fundo do poço da escada que desce, ou seja, para continuar plantado no mesmo lugar.

Tanto tempo, esforço, suor, para nada! “Estar ativo” não significa, necessariamente, estar “em movimento”. De que adianta movimentar-se tanto e não sair do mesmo lugar? De que adianta viver sem estar vivo?

Sempre que você ficar em dúvida sobre se está ou não andando realmente para onde quer ir, pare um momento e pergunte a você mesmo: “será que não estou insistindo em descer pela escada de subir?” Ou, ao contrário, conforme a circunstância: “será que eu não estou insistindo em subir pela escada de descer?”.

Em qualquer caso, o que interessa é descobrir se você está ou não empregando corretamente sua energia e, principalmente, se a está empregando para andar na direção em que deseja andar. Em outras palavras: “Você está sabendo usar corretamente a escada... ou é a escada que está encarregada de decidir?”.

Não se esqueça de que na hipótese de você achar que está sendo muito “esperto” ao se livrar da responsabilidade de decidir sobre sua vida, quando a escada é quem decide, o risco é muito grande: você pode estar suando a camisa e se esfalfando para acabar... plantado no mesmo lugar.

Você veio a este mundo repleto de valores. Um propósito, um objetivo, um sonho – estes são os ingredientes para permanecer vivo. Você é uma pessoa de valor; existe uma razão para a sua vida. Alimente este propósito todos os dias.

Isso irá mantê-lo vivo enquanto você viver.
Fazendo a diferença (adaptado)

“Bom não é ser importante. O importante é ser bom.” (Roque Schneider)

Sem usar caneta e papel, tente responder a estas perguntas:

1. Cite as cinco pessoas mais ricas do mundo hoje.
2. Cite os últimos vencedores da corrida de São Silvestre.
3. Cite dez pessoas que ganharam o Prêmio Nobel. (Está bem, mencione apenas três!)
4. Cite os seis últimos vencedores do Oscar de melhor ator ou atriz.

Tente, agora, responder esta segunda parte do questionário:
1. Cite dois professores que fizeram diferença em sua vida.
2. Cite três amigos que estiveram ao seu lado durante um período difícil.
3. Cite uma ou duas pessoas que acreditaram em você e que pensam em você como alguém de valor.
4. Cite cinco pessoas com quem gostaria de passar um final de semana só por ser divertido estar com elas e a quem admira muito.


Como foi dessa vez?
Aposto que teve sucesso.

Na verdade, se houvesse tempo suficiente, você poderia ter citado mais nomes para cada pergunta.
Por quê?

Porque as pessoas que fazem diferença na vida não são aquelas com as credenciais mais impressionantes, nem as que possuem maiores portfólios. Não são sequer indivíduos que ganharam mais prêmios, nem aqueles cujos rostos aparecem nas capas de revistas. Essas pessoas causam pouco impacto em nossas vidas. É por isso que esquecemos os seus nomes. (...)

É interessante que, quando se trata de heróis genuínos, a aparência exterior nada significa. O QI deles ou o desempenho que tiveram na escola não faz diferença alguma para nós. Nada disso importa. O que vale são as qualidades notáveis que os tornaram memoráveis.

(...) E você, quando tiver saído desta cena terrena, como as pessoas se lembrarão de você? Que qualidade de caráter perdurará na memória deles, levando-as dizer que a sua vida foi importante? Por que desejariam parar diante do seu nome gravado em granito?

Quer aqueles a quem ajudemos sejam pobres, ricos, de classe média, negros, brancos, amarelos ou pardos, tudo o que se espera de nós é que lhes estendamos uma palavra, um gesto de amizade. Se o fizermos com o fito de obter lucro, já teremos recebido a nossa recompensa e tudo termina aí. Mas, se nos mostrarmos generosamente solícitos, e compadecidos daqueles que nos rodeiam, seremos abençoados para sempre.

Não ligue para as barreiras tolas levantadas pela sociedade ou pela própria pessoa. Avance confiante e faça diferença.
Texto adaptado do livro Fênix.

IG