Carpe Diem,
“aproveite o dia”, tornou-se um convite estimulante e de tão forte apelo que o leitor é capaz de ficar um tanto desapontado, com o original de Horácio.

O poeta aconselha seu amigo, não ir a luta e conquistar o mundo, mas sim a voltar ao trabalho de sempre.

Ninguém sabe o que os deuses lhe reservam, assegura Horácio; então, a melhor coisa é parar de sonhar com o futuro, admitir que a vida é curta, e colher os frutos de hoje.


Esse é o tipo de frase que agradeço, mas prefiro considerar fora do contexto. As interpretações que vieram depois sobre esse tema são muito mais românticas, ou pelo menos, mais interessantes.

Veja, por exemplo, o filme de Peter Weir, Sociedade dos Poetas Mortos, onde Robin Willians interpretava um professor que instava seus alunos ao Carpe-Diem, ou seja, usar da oportunidade de viver mais este dia, e fazê-lo com intensidade! É isto que estou sugerindo.

Certamente não estou pregando o desfrute agora e pague depois! O que quero é dizer que nossa melhor chance é aproveitar o presente, para planejar nossa qualidade de vida no futuro, mas fazendo com que seu futuro comece hoje, e já comece a lhe trazer boas coisas hoje.

Muitos têm consciência do momento atual, sem que para isto seja necessário fazer muito esforço - quando estão vivendo plenamente no presente, ao invés de mentalmente girando e se contorcendo no passado.

Outras pessoas são mais infelizes, estão vivendo suas vidas olhando para trás, por cima de seus ombros. Que desperdício! Nada atrás pode ser alterado.

O que está no passado? Somente duas coisas: ou grandes realizações e empreendimentos que nos poderiam tornar orgulhosos revivendo-os, ou que nos poderiam tornar indiferentes, se descansarmos sobre eles... ou fracassos e derrotas que não podem ajudar-nos, mas podem despertar sentimento de culpa e vergonha. Por que no mundo alguém gostaria de voltar àquela areia movediça?
Nunca fui capaz de calcular isso corretamente.

Ao relembrar aqueles acontecimentos inglórios e ineficazes de ontem, nossas energias são solapadas para enfrentarmos as exigências de hoje.

Os bons velhos tempos não significam o período em que foi jovem, ou mesmo os dias de “glória” de sua carreira. Para ser mais exato, o importante são os dias de hoje, este dia que se desenrola à sua frente, agora. Carpe Diem, aproveite o dia!

...mesmo enquanto falamos, o tempo, malvado, nos escapa: aproveita o dia de hoje e não te fies no amanhã.
Procrastinação.
Sua especialidade: roubar o tempo e incentivo. Ela vem e troca valores inestimáveis por substitutos fajutos: desculpas, racionalizações, promessas vazias, embaraço e culpa. (..) Ela o atinge quando você está desprevenido – no momento quando relaxa as defesas.

Você acorda num sábado de manhã. Foi uma semana horrível. As insistentes vozes das tarefas ainda não terminadas ecoam em sua cabeça lutando por sua atenção. Subitamente sua co-artista aparece e começa a barganhar com você. Ao pôr-do-sol ela foi embora... e também o seu dia... e sua esperança.

(...)

Você sabe que é – ela sempre ganha, mesmo você estando ciente que é uma grande fora-da-lei. Ela pode convencer qualquer estudante a esquecer a lição de casa, um executivo a desfazer acordos.
Ela pode convencer qualquer dona de casa a negligenciar as louças e qualquer pai a não disciplinar seus filhos.
Ela pode impedir qualquer vendedor de efetuar uma venda.
Ela tem uma estratégia e concentra todos os seus esforços em um único objetivo: destruir seu sucesso.

“Como eu posso vencê-la?”, você pergunta. Qual é o segredo – a fórmula – para escapar da intimidadora rede dessa ladra? Como impedir que o gigante invada e entre?

É realmente simples...
(...)
Tudo gira em torno de uma palavra, talvez a palavra mais fácil de ser usada em nosso idioma.

(...)
Essa palavra faz com que a procrastinação recue, totalmente frustrada. Se você usá-la constantemente, pode até ficar cansado de ouvi-la – e deixá-la em paz.

(...)

Talvez seja fácil dizê-la – mais vai requerer toda a disciplina que tem para realmente vive-la.

Implementá-la vai exigir, na verdade muita coragem.
Ele era um ladrão profissional. Seu nome inspirava medo. Ele aterrorizou durante 13 anos as diligências de Wells Fargo, rugindo como um furacão e saindo da Sierra Nevada assombrando os mais rudes homens da fronteira. Nos jornais de São Francisco a Nova Iorque seu nome se tornou sinônimo de perigo na fronteira.

Durante seu reino de terror, entre 1875 e 1883, ele roubou a bagagem e o fôlego de 29 diferentes tripulações de diligências. E fez tudo isto sem disparar um tiro sequer. Sua arma cobria seu rosto. Nenhuma vítima jamais o viu. Nenhum artista pôde fazer seu retrato. Nenhum delegado pôde seguir sua trilha. Ele nunca deu um tiro ou seqüestrou alguém. Ele não precisava fazê-lo. Sua presença era o bastante para paralisar as pessoas. Black Bart. Um bandido encapuzado, equipado com uma arma mortal.

Ele faz lembrar outro ladrão que ainda anda por aí. Você o conhece, mas também nunca viu seu rosto. Você não pode descrever sua voz ou fazer seu retrato falado. Mas quando ele está por perto, você o sente por causa das batidas do seu coração.

Se você já esteve num hospital, já sentiu o toque de sua mão áspera sobre a sua. Se você já sentiu que alguém o estava seguindo, já sentiu sua respiração no pescoço. Se você acordou tarde da noite num quarto estranho, foi seu terrível sussurro que roubou seu sono.

Você o conhece. Ele é o ladrão que fez as palmas de suas mãos suarem quando foi ser entrevistado para um emprego. E foi esse patife que segregou em seu ouvido ao deixar o cemitério: “Você pode ser o próximo!”.

Ele é o Black Bart da alma. Ele não quer o seu dinheiro. Ele não quer seus diamantes. Ele não está querendo seu carro. Ele quer algo muito mais importante. Ele quer a paz do seu espírito - sua alegria.
Seu nome? Medo.

(...)

O medo é provavelmente a causa principal do potencial perdido. Quantas pessoas, através da história, malograram na consecução de seus objetivos porque deram as costas a oportunidade: sentiram medo.

(...)

Não faltam oportunidades e desafios. Novos empreendimentos comerciais precisam ser estabelecidos. Escolas precisam ser fundadas. Livros precisam ser escritos. Leis precisam ser promulgadas. Vacinas precisam ser descobertas. A poluição precisa ser controlada. Quem sabe se você não é a pessoa indicada para atender a uma destas necessidades, ou a alguma outra dentre milhares e milhares?

A propósito, lembra-se do Black Bart? Afinal, ele não era nada a temer. Quando o capuz caiu, não havia nada a temer. Quando finalmente as autoridades prenderam o ladrão, não encontraram o bandido sanguinário do Death Valley (vale da morte); encontraram um farmacêutico bem comportado de Decatur, Illinois. O homem que os jornais apontavam como alguém que galopava pelas montanhas sempre em alta velocidade. Na realidade, tinha tanto medo de cavalos, que praticava seus assaltos viajando numa pequena carruagem. Ele era Charles E. Boles - o bandido que nunca deu um tiro, porque nem sequer carregava pistola!

Existem “falsos capuzes” no seu mundo?Desmascare-os.
Viva!
Sonhe!
Planeje!
e sobretudo realize.


...quando se vence ao medo começa a sabedoria. (Bertrand Russell)
Nas milhões de palavras escritas por William Shakespeare, há uma citação que é uma lança criativa, porque é aguçada e vai direto ao ponto. Acho que se aplica de modo especial àqueles que se consideram injustiçados pela sorte.

Como é que você se vê? Como uma pessoa de sorte, ou como alguém para quem “nada dá certo” Acha que é daqueles que tiram o máximo das coisas boas da vida? Ou acha que está entre os que têm de carregar um peso maior de tristezas do que seus ombros mereciam? A “sorte”, somos nós que a fazemos, boa ou má, de acordo com o nosso comportamento (pensar, planejar e agir). Shakespeare consegue resumir tudo numa frase de Júlio César, quando diz: “Os homens, em certos momentos, são senhores de seus destinos. O erro, caro Brutus, não está nas estrelas, mas em nós”.

Seríamos, sim, senhores de nossos destinos, se aprendêssemos a converter pensamentos em ações, direcionando-as no sentido de dar vida ao potencial criativo que há em nós.
Tudo dá certo, sempre que alinhamos pensamento e objetivo: são aqueles momentos em que nos tornamos senhores de nosso destino.

Se fosse possível fazer voltar o passado, todo o passado, para que pudéssemos tê-lo a nossa frente como uma cena de teatro, e o analisássemos nos mínimos detalhes, seria fácil ver onde erramos. Seria facílimo perceber em que ponto do caminho deixamos a trilha certa, para seguir o imprevisível caminho de uma estrela qualquer. Então, sim, veríamos onde estava o erro. O nosso erro. Sim, porque quem escolheu o caminho fomos nós.. Somos nós os responsáveis pelas nossas escolhas, certas ou erradas, que constroem ou destroem um sonho.

O sucesso não depende tanto das influências externas quanto das atitudes e resoluções interiores. Nosso destino não está nas estrelas, mas nas nossas próprias mãos. Podemos não ter o poder de mudar o mundo, mas podemos mudar a nós mesmos.

“Homens e mulheres são limitados não por seu lugar de nascimento, em pela cor de sua pele, mas pelo tamanho de sua esperança”. (John Johnson)
(...)
Muito antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente do Grande Criador. Ele pensou em você primeiro. Você não está respirando neste exato momento por acaso, sorte, destino ou coincidência.

O Criador determinou cada pequeno detalhe de nosso corpo. Ele deliberadamente escolheu sua raça, a cor de sua pele, seu cabelo e todas as outras características. Ele fez seu corpo sob medida exata, do jeito que queria. Ele também determinou os talentos que você possuiria e a singularidade de sua personalidade.

Uma vez que Ele o fez por um motivo, ele também decidiu o momento de seu nascimento e seu tempo de vida.

Nada em sua vida é casual – tudo foi feito em função de um propósito.

(...)
Embora existam pais ilegítimos, não existem filhos ilegítimos. Muitos filhos não foram planejados pelos pais, mas não são um imprevisto para Deus.

Deus nunca faz nada por acaso, e Ele nunca comete erros.

O poema de Russel Kelfer resume isso:

Você é quem é por uma razão.
Você faz parte de um plano complexo.
Você é uma criação original, precisa e perfeita.
Denominada como obra prima de Deus.
Você tem essa aparência por uma razão.
O criador não cometeu nenhum erro.
Ele o teceu no útero.
Você é exatamente o que Ele quis fazer...

Portanto, decida aceitar e ser a pessoa como Deus o criou, usufrua seu potencial originalidade na plenitude.

Se você não for você mesmo, quem, então, será?
Ludwig Van Beethoven é um dos nomes mais conhecidos da história da música. Nascido em 1770 em Bonn, na Alemanha, filho de um tenor e músico da corte, o jovem Beethoven não levava uma vida luxuosa. Aos oito anos ele fez sua primeira apresentação em público como pianista. Apesar do talento prodigioso, Beethoven era maltratado pelo pai dominador, rabugento e bêbado, que o forçava a tocar para divertimento de seus amigos. (...)

Em 1787, Beethoven partiu rumo a Viena para estudar com os mestres. Ignorante quanto aos costumes da alta sociedade e descuidado com a própria aparência, ele não se entrosava com os sofisticados músicos Vienenses. Mesmo assim, logo ganhou fama de pianista brilhante. Quando sua estrela começava a subir, a morte de sua mãe obrigou-o a voltar para Bonn, onde assumiu a responsabilidade de ajudar a família. Ao retornar a Viena alguns anos mais tarde, Beethoven buscou orientação com Haydn e outros compositores proeminentes da época, como Albrechtsberger e Salieri. Logo, ele estava criando sinfonias e executando suas próprias composições ao piano.

Quando tudo parecia dar certo, algo começou a dar muito errado: aos trinta e poucos anos, Beethoven começou a ter problemas de audição.

Um distúrbio inicialmente sutil foi piorando rapidamente até que, em poucos anos, ele ouvia apenas sons distorcidos e não conseguia distinguir qualquer som alto. A cruel ironia da situação – o músico que não podia mais ouvir a própria música – levou Beethoven ao desespero profundo.

Embora não pudesse continuar a tocar, Beethoven não dobrou suas partituras e procurou isolar-se do mundo. Ele sabia que ainda podia compor. E dedicou-se a compor sob uma perspectiva ainda mais complexa e apaixonada.

Esse fôlego renovado resultou na terceira sinfonia, a Heróica, que agitou o mundo da música. Paradoxalmente à medida que sua audição se deteriorava, sua musica florescia. Ele concluiu dois de seus maiores trabalhos – a Quinta e a Sexta Sinfonia – em 1808, e em 1823 compôs a Nona Sinfonia. Inspirado no grande poema de Schiller, Ode à Alegria, a Nona Sinfonia personificou os ideais do Iluminismo, desde a declaração de independência até a ciência emergente da era industrial. Escrita por um compositor quase completamente surdo é considerada uma das maiores obras de arte já realizadas.

Se Beethoven tivesse se deixado subjugar pela perda auditiva, ele e o mundo teriam perdido um importante marco para o progresso humano. Por sorte, a natureza concedeu-lhe uma dádiva tão preciosa quanto seu gênio musical: a coragem de enfrentar mudanças devastadoras, recusando-se a deixar seu talento murchar por causa de um golpe do destino.
(...)A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa. Ainda há muitas razões para dizer sim à vida.
Em seu livro “O Coração de Um Campeão”, Bob Richards, detentor de algumas medalhas olímpicas, fala da importância de se acreditar nos sonhos e lutar por eles. E para ilustrar, narra um episódio acontecido com o famoso atleta Charley Paddock. Certo dia, Paddock fazia uma palestra num ginásio de Cleveland, e a certa altura disse:
– Quem sabe, talvez, haja aqui alguém que um dia vá ganhar provas numa olimpíada.

Encerrada a assembléia dos alunos, aproximou-se dele um jovem negro, magricela de pernas finas que estivera sentado ao fundo do salão, e lhe disse timidamente:
– Eu daria tudo para ganhar uma corrida importante algum dia.

Paddock olhou para ele e respondeu calorosamente:
– E você pode, meu filho. Basta que faça disso sua meta de vida e dê tudo de si para alcançá-la.

E em 1936, aquele jovem, cujo nome era Jessie Owens, ganhou várias medalhas de ouro nas olimpíadas de Berlim, e quebrou diversos records. Adolf Hitler, ao saber de seu maravilhoso desempenho, ficou furioso, pois a realização do sonho daquele jovem representou um duro golpe para o louco sonho do ditador de criar uma raça ariana superior.

Quando Jessie Owens voltou para os Estados Unidos teve uma recepção festiva nas ruas. Naquele dia, outro rapazinho negro de pernas finas conseguiu comprimir-se entre a multidão, chegou perto dele e disse:
– Eu gostaria muito de correr numa olimpíada quando crescer! Jessie lembrou-se do que lhe acontecera, apertou a mão do garoto e respondeu:
– Sonhe alto, meu filho. E dê tudo de si para chegar lá.

Em 1948, era esse o rapazinho, Harrison Dillard que ganhava medalhas de ouro nos jogos olímpicos daquele ano.

Conta-se que certa vez um estudante estava treinando o salto em altura, preparando-se para o campeonato estadual. Após cada salto, seu técnico elevava um pouco mais o sarrafo.
Afinal ele colocou na altura do recorde da prova. O rapaz protestou:
– Ah, não. Como é que vou saltar essa altura?

Ao que o treinador replicou:
– Atire o coração por cima do sarrafo e seu corpo irá junto. Reconheça a força propulsora de um sonho. Apure os sonhos que se acham fora da realidade, restaure os que se frustaram, realize os que ainda não foram realizados e reformule os sonhos com defeito.
O julgamento está por terminar.
Após dias de trabalho, finalmente a defesa vai ser ouvida. Dia após dia as
testemunhas juntaram evidências.
Culpado.
Culpado.

Afinal, veio a defesa. Mas espere! Onde está o júri? O quê? Foi tomar café? E o juiz? Ele cabeceia à mesa do tribunal! A defesa se pronuncia, mas não há ninguém para ouvir! Ninguém exceto você!
E você é o acusado. É o seu julgamento. Está no tribunal da vida, sem defesa.
Ninguém se importa com isto.

Agora você compreende, vê o significado de tudo. Estava sendo julgado mesmo antes de o tribunal se instalar; sentenciado, antes de ser proclamada a evidência, condenado sem misericórdia, como que morto antes de vir ao tribunal.

Que tal se isso acontecesse com você?
Se fosse julgado sem ter a oportunidade de replicar e condenado por motivos falsos proferidos por testemunhas falsas, num tribunal falso?
O que diz de ser prejulgado por preconceitos alheios?
Se isso acontecesse com você?
Não aconteceu? E não acontece? Você não é julgado sem defesa por todos os que o rotulam, estereotipam, criticam ou condenam simplesmente baseados em preconceitos?

Mas e você, não faz o mesmo também? Cada vez que fornece uma informação maldosa, que faz um juízo preconcebido ou ri com uma ponta de zombaria preconceituosa?

Preconceito é prejulgamento, é pesar outro indivíduo ou os pontos de vista
dele com a pressão do seu polegar sobre a balança.

Preconceito é fazer seu julgamento de discriminação contra outros, baseando-se em coisas que eles não fizeram, que não puderam modificar e delas não deveriam arrepender-se.

Não há nada de lógico, absolutamente. Nada de razoável, racional ou justo. O preconceito não tem resposta para isso. É uma emoção, não uma convicção.
Quando um homem fala de seus preconceitos, diz: “EU SINTO.” Quando fala
de suas opiniões, diz: “EU ACHO.” Quando fala de suas convicções, Diz “EU
SEI!”

(...) Todos nós estamos contaminados. Todos temos preconceitos. E o que é pior, somos transmissores. (...) Criticamos porque crítica faz algo por nós. Algo que não queremos dizer e enfrentar, mas que nos faz sentir bem – no momento.

(...)

Será que você tem coragem suficiente para verificar isso em você mesmo? Faça um teste.

(...)

A crítica pode ser um problema moral tanto para o que fala como para o que
ouve. São necessários dois para “cortar a casaca”. O ouvinte é tão culpado quanto o que fala. Nenhum homem de bem dá seu apoio quando uma pessoa ausente e provavelmente inocente está sendo aviltada.(...)

Lembre-se: “Os grandes homens debatem sobre ideais; os médios, sobre
acontecimentos; os MESQUINHOS, sobre as pessoas.”
Houve um homem chamado Ali Hafed, no Irã. Fazendeiro, estava contente com sua situação. Sua fazenda era excelente e rendosa. Tinha esposa e filhos. Criava carneiros, camelos e plantava trigo. "Se um homem tem esposa, filhos, camelos, saúde e paz de Deus", dizia ele, é um homem rico!

Ali Hafed continuou rico até que, certo dia, um sacerdote veio visitá-lo e começou a falar em diamantes. E o sacerdote comentou: "Eles cintilam como um milhão de sóis, na verdade, a coisa mais linda do mundo."

De repente, Ali Hafed passou a sentir-se que o que tinha era pouco. E começou a ficar descontente com o que possuía. Perguntou ao sacerdote:
- "Onde se podem encontrar esses diamantes? Preciso possuí-los".

O sacerdote respondeu:
- "Dizem que é possível achá-los em qualquer parte do mundo. Procure um riacho de águas transparentes correndo sobre a areia branca, em região montanhosa, e ali você achará diamantes."

Ali Hafed, então tomou uma decisão, vendeu a fazenda, confiou esposa e filhos aos cuidados de um vizinho, e se lançou em sua jornada à procura de diamantes.

Viajou pela Palestina, depois ao longo do vale do Nilo, até que afinal, encontrou-se junto às colunas de Hércules, entrando a seguir na Espanha.

Estava alquebrado, sem recursos, e sem condições de comunicar-se com a família. Num acesso de desespero, profundamente deprimido, lançou-se ao mar e morreu.

Nesse ínterim, o homem que adquiriu a fazenda de Ali Hafed achou uma curiosa pedra negra, enquanto seu camelo matava a sede num riacho da propriedade. Levou a pedra para casa ,colocou-a sobre a lareira e esqueceu-se dela.

Um dia apareceu o sacerdote, outra vez. Olhou acidentalmente para a pedra negra e notou um lampejo colorido brotando de um ponto de onde saíra um lasca. E disse ao fazendeiro:

- "Um diamante! Onde o achou?"
- "Encontrei-o nas frias areias do riacho de águas claras onde levo meu camelo para beber," disse o fazendeiro.

Juntos, arrebanhando as túnicas e correndo tão depressa quanto permitiam as sandálias, dispararam rumo ao riacho. Começaram a cavar e acharam mais diamantes! Esse achado se transformou na Mina de Diamantes Golconda - a maior mina do mundo!

A mina de Golconda é de onde veio o diamante Koh-i-Noor, que faz parte das jóias da coroa da Inglaterra, e de onde veio, também, o diamante Orloff, que faz parte das jóias da coroa da Rússia.

A lição é clara. Os diamantes lá estavam, o tempo todo, no quintal de Ali Hafed. Só que ele não os vira. E, por isso, gastara a vida numa busca inútil!

A nossa mensagem é: seja qual for a situação em que se encontre, há diamantes esperando por ser encontrados. E é muito provável que ele esteja mais perto do você imagina.

“É praticamente uma lei na vida que quando uma porta se fecha para nós, outra se abre. A dificuldade está em que, freqüentemente, ficamos olhando com tanto pesar a porta fechada, que não vemos aquela que abriu”. (Andrew Carnegie)
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Certo pai sentiu-se consternado ao ler as notas escolares de seu filho,
pois ficava clara a dificuldade que o garoto tinha em aprender. O pai
esperava que seu filho chegasse a ser advogado, mas o diretor da
escola deixava claro que aquilo seria impossível: o garoto era um fracasso.

Sir. Winston Churchill passou três anos na oitava série porque tinha dificuldades para aprender inglês. Winston Churchill foi o primeiro ministro da Inglaterra durante a Segunda Grande Guerra Mundial. Ele liderou o povo britânico durante um período bem difícil. Quando a França se rendeu à Alemanha, em junho de 1940, a Inglaterra ficou sozinha na luta contra os alemães. A força aérea estava em desvantagem e a nação sofria constantes ataques. Mas mesmo quando a derrota parecia certa, Churchill não desistia. Em cinco anos, a Alemanha foi derrotada e a Europa ficou mais uma vez em paz.

No dia 29 de outubro de 1941, Churchill estava diante dos alunos da Escola de Arrow, na Inglaterra. Todos permaneciam em silêncio. Todos os olhos estavam fixos no grande líder. Todos os ouvidos estavam atentos às palavras de seus lábios.
Churchill chegou para o evento com seus habituais aparatos – charuto, bengala e cartola. Assim que se aproximou da tribuna, a platéia levantou-se e aplaudiu-o efusivamente.

Com grande dignidade, Churchill acalmou a platéia enquanto permaneceu em pé, demonstrando confiança diante de seus admiradores.
A seguir, ele se desfez do charuto e colocou cuidadosamente a cartola sobre o púlpito. Olhou diretamente para a ansiosa platéia e, com tom de autoridade na voz, disse:
– Nunca desistam!
Alguns segundos se passaram e, na ponta dos pés, ele continuou:
– Nunca desistam. Nunca, nunca, nunca, de coisa alguma, grande ou pequena, nunca desistam, a não ser por causa de convicções de honra e bom senso.

Suas palavras ecoaram com a força de um trovão. Fez-se um profundo silêncio enquanto Churchill estendeu a mão para pegar seu charuto e cartola, firmou-se na bengala e deixou a tribuna. Seu discurso estava terminado.

Esse discurso de Churchill foi, sem dúvida, o mais curto e o mais eloqüente da história de Arrow. Porém, ele deixou uma mensagem que todos os presentes se lembrariam para o resto de suas vidas.

Mantenha-se firme no que você deseja fazer.

O maior fracasso é... desistir!

Nunca desista, nunca, nunca, nunca!
Handel era um prodígio musical. Aos 17 anos assumiu o posto de organista da catedral de Halie, sua cidade natal. Um ano depois, tornou-se violinista e cravista da ópera real em Hamburgo. Aos 21 anos era um virtuose do teclado. Quando começou a compor ganhou fama imediata e logo foi apontado como mestre-capela. Quando se mudou para a Inglaterra, sua fama cresceu. Com cerca de 40 anos, tornou-se mundialmente famoso.
Apesar do grande talento e da fama de Handel, ele enfrentou enormes dificuldades. A competição com os compositores rivais ingleses era ferrenha, o público era inconstante e nem sempre ia assistir às suas apresentações. Ele freqüentemente era vítima das mudanças dos ventos políticos de sua época. Viu-se várias vezes sem um tostão no bolso, à beira da bancarrota. A dor da rejeição e do fracasso era difícil de suportar, especificamente depois de seu sucesso inicial.
Para piorar as coisas, sua saúde não era das melhores. Ele sofreu um tipo de derrame que fez com que seu braço direito perdesse alguns movimentos. Quatro dedos dessa mão ficaram totalmente paralisados. Mesmo após sua recuperação, continuou desanimado. Em 1741 Handel decidiu que era tempo de se aposentar, embora tivesse apenas 56 anos. Estava desmotivado, não tinha posses e fora consumido pelas dívidas. Tinha certeza de que ia parar na prisão. Em 8 de abril, Handel deu o que chamou de seu concerto de despedida. Desapontado, ele desistiu.
Mas, em agosto daquele ano, algo impressionante aconteceu. Um amigo rico chamado Charles Jennins visitou Handel e deu-lhe um libretto baseado na vida de Cristo. A obra deixou-o curioso, desafiado, o que foi o bastante para fazer Handel se mexer. Ele começou a escrever, escrever, e imediatamente, os portões da inspiração se abriram para ele. Seu ciclo de inatividade fora quebrado. Handel escreveu por 21 dias, quase sem parar. Então passou mais dois dias escrevendo as orquestrações. Em 24 dias havia completado uma obra de 260 páginas manuscritas. Chamou a peça de Messias.
Hoje, Messias de Handel é considerada uma obra-prima e o cume da carreira do compositor.
Quando a questão é recuperar-se das feridas emocionais provocadas pelo fracasso, realmente não importa quão boa ou ruim seja sua história pessoal. A única coisa que importa é que você encare seu medo e prossiga. Recuse-se a se concentrar apenas na situação presente.
O que acontece quando você fica preso ao sofrimento presente? De duas uma, ou você culpa alguém (o que pode facilmente torna-lo amargo), ou você se afunda na auto-piedade (o que o paralisa). Jamais será possível prosseguir na vida enquanto concentrar toda sua atenção na dor presente.
Vamos...mova-se, aja, prossiga!
Às vezes acontece de você se desesperar porque descobre que não pode agradar a todos?

Fica com a impressão de que passa a vida se esforçando para agradar e ajudar os outros, para, no fim, ser sempre mal compreendido ou mal interpretado? Se isto lhe acontece, reflita:

A verdade é que, por mais que você se esforce para ser justo, cuidadoso, e consciente, sempre há alguém que interpreta mal as suas atitudes ou suas ações.

Se aparece alguém que gasta muito, na tentativa de ajudar os amigos, imediatamente começam os mexericos, acusando-o de desperdício, ou de extravagância. Mas se aparece alguém que conta cuidadosamente seus vinténs, preocupado em resguardar-se para o futuro, não faltará quem o acuse de sovina.

Se você é menos liberal que alguém em relação a algum assunto, imediatamente será taxado de "conservador" ou "antiquado". Mas se você é mais liberal, é o outro que passa a ser taxado de "preconceituoso" e "ultrapassado".

O que há é a tendência geral, que todos nós temos, de condenar nos outros defeitos que condenamos em nós mesmos.
(...)
O caminho mais acertado é reconhecer que ninguém, em tempo algum, consegue agradar a todos. Ninguém consegue agradar a ninguém, por muito tempo, nem mesmo a si próprio.

(...) Sejamos tolerantes para com os outros, para merecermos nós, também, a tolerância para nossos erros.

"Um homem precisa de ouvidos fortes para ouvir o que se diz sobre ele, quando é julgado com liberdade." (Montaigne)
Texto excelente. Por Max Gehringer

Vi um anúncio de emprego. A vaga era de gestor de atendimento interno,
Nome que agora se dá à seção de serviços gerais. E a empresa contratante
Exigia que os eventuais interessados possuíssem -- sem contar a formação
Superior --
liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e, não bastasse tudo isso, ainda fossem hands on.

Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía mesmo essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.

Não que esse fosse algum exemplo absolutamente fora da realidade. Pelo contrário, ele é quase o paradigma dos anúncios de emprego atuais. A abundância de candidatos está permitindo que as
empresas levantem, cada vez mais, a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da superqualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico...

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, gerente da contabilidade.

-- Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
-- In a hurry!
-- Saúde.
-- Não, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em
inglês.Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em
inglês se aqui só se fala português?
-- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
-- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho
profundos conhecimentos de informática.
-- Não, não. Cópias normais mesmo.
-- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
-- Fabiana, desse jeito não vai dar!
-- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
-- Como assim?
-- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
-- Olha, neste momento, eu só preciso das três có...
-- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
-- Futuro? Que futuro?
-- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
-- Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
-- Sei. Mas o senhor é hands on?
-- Hã?
-- Hands on. Mão na massa.
-- Claro que sou!
-- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em Duas facções. Uma,cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas Porque não têm as qualificações requeridas. E o outro grupo, pequeno, mas crescente,é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas. Alguém ponderará -- com justa razão -- que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.

Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado que chegasse de repente confundiria nossa salinha do café com o auditório da Fundação Alfred Nobel.

Até que um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas. E, no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no specialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha noções de informática e possuía energia e criatividade. Sem mencionar que estava fazendo pós-graduação.

Só que não sabia nem abrir o capô. Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero.
Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar.

Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida. Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o nariz, uma espécie de pitico contemporâneo:

O que é capaz de resolver, mas não de impressionar.
A águia empurra gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho.

Seu coração maternal se acelera com as emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que ela sente a resistência dos filhotes aos seus persistentes cutucões: “Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?”, ela pensou.

Esta questão secular ainda não estava respondida para ela....Como manda a tradição da espécie, o ninho estava localizado bem no alto de um pico rochoso, nas fendas protetoras de um dos lados dessa rocha. Abaixo dele, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. “E se justamente agora isto não funcionar?”, ela pensou.

Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão maternal estava prestes a se completar. Restava ainda uma tarefa final.... o empurrão.A águia tomou-se da coragem que vinha de sua sabedoria interior.

Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas, não haverá propósito para sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer uma águia. O empurrão era o maior presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor. E então, um a um, ela os precipitou para o abismo... e eles voaram!

Já faz muito tempo que a mediocridade tenta fazer-nos obedecê-la! Já faz muito tempo que damos atenção aos que nos perguntam: “Por que ser diferente?”, ou que racionalizam: “Vamos fazer apenas o mínimo exigido”. Já faz muito tempo que concordamos em dar menos do que o melhor de nós, e ficamos convencidos de que a qualidade, a integridade e a autenticidade são virtudes negociáveis.

Assim, cara águia companheira, levante vôo! Quando houver terminado este vôo, terá firmado um compromisso inédito com uma vida de excelência em tudo. Estará tão encorajado que duvido que possa sentir-se satisfeito em viver nas adjacências da mediocridade outra vez.
Erga os olhos e mire tão alto que possa começar a fazer aquilo para que foi criado: um vôo sublime.

Há milênios a águia tem sido respeitada pela sua grandeza. Existe algo inspirador na graça impressionante de seu vôo, em sua magnífica envergadura, em suas garras poderosas. Ela plaina sem qualquer esforço em altitudes, insensíveis aos ventos turbulentos que sopram como chicotadas por entre as fendas das montanhas. As águias não voam em bandos e tampouco se conduzem irresponsavelmente. Por serem fortes de coração e solitárias, representam qualidades que admiramos.

Certamente você está ciente do fato de o estilo de vida semelhante ao da águia não ser barato.

Custa caro ser diferente, especialmente quando a maioria está satisfeita em misturar-se e permanecer como maioria.
Não há ímãs na terra mais poderosos, do que a pressão exercida pelos medíocres. Embora todos nós tenhamos apenas uns poucos anos para viver neste pequeno planeta, são raras as pessoas que tomam a decisão de desprezar a “média” e lutar contra a atração forte dos ímãs medíocres.

Enfrente o fato – a tarefa é dura!É como diz o velho provérbio “É duro alçar vôo altaneiro, sublime, quando estamos rodeados de tantas galinhas!”
Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.Depois de cinco anos, este homem recebeu a visita de um naturalista.

Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:– Este pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.– De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.

– Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.

– Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova.
O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:– Já que de fato você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

O camponês comentou:– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia.

Vamos experimentar novamente amanhã.No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurou-lhe:– Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.

O camponês sorriu e voltou à carga:– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!

– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia.

Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra as suas asas e voe!

A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...”

Esta parábola evoca dimensões profundas do espírito, indispensáveis para o processo de realização humana: o sentimento de auto-estima, a capacidade de dar a volta por cima das dificuldades quase insuperáveis.Cada pessoa tem dentro de si uma águia. Ela quer nascer. Sente o chamado das alturas. Busca o sol.

As pessoas que alçam vôo sublime são as que se recusam a deitar-se, a suspirar e desejar que as coisas mudem! Tais pessoas não reclamam sua sorte e tampouco sonham, passivamente, com algum navio longínquo que vai chegando.

Em vez disso, visualizam em suas mentes que não são desistentes; não permitirão que as circunstâncias da vida as empurrem lá para baixo, e as mantenham subjugadas como galinhas.

Vamos, voe... Voe e vença, ocupe o lugar a que é seu no alto do penhasco.

IG